Barcelos a Correr



"A actividade física pode não dar mais anos de vida mas dá, com toda a certeza, mais vida aos Anos"


03 maio 2012

Corrida e caminhada no mesmo espaço (1)


Aqui à alguns meses neste mesmo blog, felicitei e dei ênfase às alterações levadas a cabo no parque da cidade de Barcelos e que permitiram que, em poucos meses, os utilizadores desse espaço atingissem um número deveras impensável. São muitos os que lá caminham, correm e fazem os seus exercícios de manutenção física ao longo do dia. Claro que com a chegada da primavera esse número aumenta, o que é compreensível. Neste momento, para quem utiliza aquele espaço diariamente para fazer o seu treino de corrida, debate-se com um pequeno problema que antes seria impensável. Os vários grupos que fazem caminhada, como o fazem lado a lado, em alguns locais do percurso, impedem que aqueles que querem fazer corrida o façam de forma contínua. Deixo aqui uma pequena sugestão à Empresa Municipal de Desportos. Tal como existe em muitos outros locais do país e do mundo, bastam umas placas informativas colocadas de 50 em 50 metros, informando os utilizadores que metade da faixa do percurso é para quem faz marcha e a outra metade para quem faz corrida. Pode ser, por exemplo, a faixa mais interior destinada aos primeiros e a exterior para os segundos. Com esta pequena regra penso ficar resolvida a situação. Obrigado! 

15 abril 2012

A Corrida... da Vida

Na minha vida sempre gostei de planear e organizar tudo com alguma antecedência, então na prática desportiva e na corrida em particular, sempre tive o cuidado de planear as minhas provas, treinos e pausas em função da minha vida, das minhas fraquezas e da minha família. Nos últimos meses escrevi aqui que iria participar na Maratona de Madrid. Estava tudo planeado, marcado e roteiro feito para Madrid. De à uns meses para cá alguns infortúnios na família foram acontecendo. Doenças, tratamentos, intervenções, etc. Muitas vezes treinei numa fuga entre uma consulta médica dos meus pais e um "miminho" dado até que se recompusessem. Muitos desses treinos foram feitos com lágrimas de saber que pouco podia fazer. À dias escrevi, que a corrida me servia, também, como um escape. Depois de muitos dias de luta, muitas noites sem dormir, muitas horas de sofrimento o inevitável aconteceu. A Minha querida Mãe faleceu. A sua corrida, a da vida, terminou. Tenho consciência que tudo, mas tudo fiz para que tivesse a melhor qualidade de vida que a doença permitia. Prometi-lhe não a deixar morrer só, e não morreu. Teve durante dias, nas 24 horas do dia, uma mão amiga que a confortou sempre. Acho que tudo o que tinha, em termos de energia, dei à minha mãe. A poucos dias dessa maratona, decidi não me deslocar a Madrid. Sei que a minha mãe me diria para ir, mas não me sinto com força anímica capaz de suportar a prova. Prometo fazê-la um dia, carregando ao peito o amor que sinto e sempre ti pela minha mãe. Até lá vou correndo... e até sempre mãezinha, continuarás sempre comigo.