Barcelos a Correr



"A actividade física pode não dar mais anos de vida mas dá, com toda a certeza, mais vida aos Anos"


24 fevereiro 2013

Ser do Sporting...!

Todos somos aquilo que nos ensinaram e educaram. O amor clubistico é, se calhar, o exemplo mais prático desta situação. Somos aquilo que a nossa família nos ensinou. Na religião, na politica e clube do coração, entre outros, seguimos a linha que nos trilharam, salvo muito raras excepções. Por vezes sofre-se dessas opções. Ser do Sporting, neste momento, é ser alguém que sabe sofrer e até resignar-se com tanto infortúnio e alguma (muita) aselhice. É inevitável comparar aquilo que se faz nos outros grandes clubes e sua forma de atuar. Há, parece-me, mais profissionalismo, são mais assertivos e muita menos divergência nas ações e atividades. No Sporting parece-me existir muita gente a opinar e até mandar, sem se saber bem como e com que finalidade. Um pequeno exemplo dessa desorganização foi-me relatado no último jogo do Sporting com o Gil Vicente. Foi-me dito que no mesmo estádio, o Porto e o Benfica, quando lá jogaram, tinham na tribuna presidencial, apenas o presidente e dois ou três elementos da SAD. O Sporting tinha o espaço invadido por elementos que ninguém sabe de onde eram, familiares e outros, revelando desnorte, descrédito e pequenez. Até nisto estamos mal!

17 fevereiro 2013

O professor, o pároco e o médico,...a trilogia do respeito

Ainda tenho presente a imagem da minha professora da escola primária. Bonita, voz firme, arranjada a preceito mas, achava eu, distante. Ainda hoje a vejo e sinto saudades, não do que vivi, já passou, mas do respeito que impunha sem o exigir. Lembro-me que brincávamos sem nos maltratar mas, também, com alguma criatividade e astúcia normal para crianças com 7/8 anos. Não havia grandes berros nem muitas imposições tempestuosas, as regras quase que estavam marcadas no nosso pensamento ao entrar na escola. Por vezes, lá se ouvia um gemido de uma ou outra reguada ou até palmada por algo menos bem conseguido mas ficava por ali, pois se o sucedido chegasse a casa o resultado poderia ser mais doloroso. O respeito que tínhamos pelo professor só se igualava ao que era guardado ao pároco e ao sr. Doutor quando este ia fazer um qualquer domicilio a alguém bastante doente. Que saudades que eu sinto desse tempo, do respeito que as pessoas tinham por alguém que lhes prestava um serviço da maior relevancia para toda a aldeia. Volvidas algumas décadas nem uns nem outros são respeitados como merecem, pelo contrário, hoje é o próprio poder politico a assumir e colocar-se na dianteira ao desrespeitar aquela trilogia, antes sagrada e hoje, se calhar, maldita, tantas são as ofensivas do poder contra a classe docente e outras.